quarta-feira, 18 de março de 2015

Castigar ou não os nossos filhos quando tiverem um mau comportamento?

Hoje vamos falar sobre um assunto bastante interessante: castigar ou não os nossos filhos quando tiverem um mau comportamento? Tenho lido bastante a respeito e a resposta é que podemos, sim, castigar como forma de EDUCAR. O objetivo deve ser ensinar limites e ajudar no desenvolvimento dos filhos e não simplesmente castigar. Disciplina é fator determinante para qualquer educação!
Adorei uma frase que encontrei no site Guia do Bebê: “Educar não é uma tarefa simples. Requer trabalho e paciência por parte dos pais. Cabe a eles ensinarem as regras e os limites do convívio social, com calma e segurança.”
Os castigos para funcionarem positivamente como uma estratégia educativa devem ser rápidos, imediatos, verbalizados e aplicados sem raiva…  E para nos auxiliar a aplicar o castigo da forma CORRETA e EDUCATIVA, listei as 10 principais dicas de acordo com as minhas buscas sobre esse tema!





    1) Explique os motivos do castigo
Os filhos precisam entender o motivo do castigo e não acharem que estão sendo punidos por autoritarismo ou irritação dos adultos. Os filhos precisam entender que o castigo é consequência de algo que eles mesmos praticaram e que os pais não têm prazer em castigar. A criança precisa entender o que motivou a perda para poder pensar em uma estratégia para evitar que aquele mau comportamento seja repetido.
2) Preste atenção nas suas palavras
Fale sempre com objetivo e rigidez, olhando para a criança e fazendo com que entenda que você está chateada com a tal atitude e não propriamente com ela. Portanto, lá vai uma dica: nunca diga “Como você é feio”, e sim, “Que coisa feia você fez”.
3) Não bater JAMAIS
As famosas “palmadinhas” não são bem-vindas na educação da criança. A agressão provoca raiva e medo. E é justamente o medo da agressão que fará a criança não repetir a atitude errada e não por que ela compreendeu as razões da punição.
4) O castigo deve ser imediato
A criança pequena deve ser repreendida logo em seguida ao mau comportamento. Mas tome cuidado com essa dica, pois o castigo não deve ser aplicado na presença de outras pessoas, uma vez que a existência de público o tornaria mais humilhante.
5) Não aplique o castigo na hora da raiva
Tenha sempre calma, não grite. As crianças se acostumam com os gritos e isso não mais as assustarão.
6) Seja firme
Cuidado para não se “desmanchar” com choros e chantagens depois da decisão tomada: não volte atrás, a criança poderá usar essa arma para se livrar dos castigos sempre.
 7) Castigos justos
 Não exceda os limites do que é razoável. Pense se realmente é necessário um castigo naquele momento para que este não se torne algo banal e perca a credibilidade. O castigo deve ser ainda proporcional ao ato cometido e não ao estado de humor do adulto naquele momento.
8) Os castigos de longa duração de tempo não funcionam
É preferível deixar a criança sentada por 5, 8 ou 10 minutos do que por uma hora, pois logo após 10 a 20 minutos a criança, como ser lúdico que é, começa a se distrair com seus pés, suas pernas, seus cabelos e até esquece que está de castigo.
9) Aplique o tempo correto no castigo
Recomenda-se calcular o tempo do castigo da seguinte forma: um minuto de castigo por ano de vida da criança ou adolescente. Não se esqueça que as noções de tempo do adulto são diferentes das percepções da criança. Para uma criança, 60 minutos podem ter a sensação de duração de 5 ou 6 horas. Em relação ao tempo, os adolescentes também possuem uma percepção temporal diferente da dos adultos: eles começam a se distrair com seus pensamentos e se esquecem do castigo.
10) Cuidado com as ameaças
Jamais ameaçar e não cumprir, portanto cuidado com o que anunciar que será feito.

Espero que tenham gostado!
M.

terça-feira, 3 de março de 2015

Saúde Mental nas Crianças.

Perturbações mentais são todos os conflitos emocionais que a criança tem que lhe trazem infelicidade.
Existem três fatores que condicionam o bem-estar mental da criança: Fatores Ambientais, Emocionais (distúrbios) e Biológicos.
Fatores Ambientais:
A criança é um ser humano em formação. Ao longo dos seus primeiros 18 anos de vida, a criança apreende a cultura da sociedade no ambiente que a envolve.
Esta aprendizagem é fundamental para um correto enquadramento social. Só somos felizes se os nossos comportamentos não entrarem em conflito com a sociedade. Então, só a correta aprendizagem dos valores e crenças, ou seja, da cultura do nosso povo, nos deixa sentir seguros e integrados.
Por processos de aprendizagem errados, tais como a convivência familiar desestruturada, falta de disciplina, bullying e as mais diversas formas de violência e agressões, as crianças desenvolvem valores e crenças errados que os tornam diferentes dos outros, com comportamentos que os isolam da sociedade, que dificultam a integração social, criando conflitos internos como a Depressão, Ansiedade, Perturbações Obsessivo-Compulsivas, Fobia Social, entre outros.
Tratamento: Cabe aos tutores (Pais, familiares e professores) mudarem as circunstâncias ambientais que levam à perturbação do jovem, quer seja mudar a atitude educacional como capacitando o jovem com uma estrutura emocional mais reativa, adequada ao ambiente em que ele vive. O tratamento psicoterapêutico é necessário na correção de estados já perturbadores.
Fatores Emocionais:
Tal como os adultos, as crianças podem desenvolver comportamentos perturbadores do seu bem-estar mental, como os Ataques de Pânico, Pensamentos Obsessivos e Depressão por Angústia, como resultado de distúrbios emocionais. Um distúrbio emocional acontece quando há uma má perceção da experiência que se vive. Estes erros de entendimento sobre o que sentimos podem levar a um distúrbio mental, em que sentimos sensações de mau estar contínuas sem razões aparentes, como a Perturbação Cíclica da Ansiedade (Ataques de Pânico) ou a Perturbação Cíclica da Angústia (Depressão por Angústia).
Tratamento: Intervenção Psicoterapêutica adequada na mudança de perceções das experiências vividas.
Fatores Biológicos:
A genética humana é semelhante entre os indivíduos. No entanto,
nalguns seres humanos observam-se alterações genéticas que definem um padrão comportamental diferente dos demais. O cérebro, sendo um órgão do corpo humano, pode, em alguns indivíduos, desenvolver características diferentes.
Algumas crianças são diferentes no seu comportamento, por causa do seu diferente cérebro: estamos a falar dos jovens com Autismo, Asperger, Esquizofrenia, Demência, entre outras. Estas doenças do cérebro condicionam os comportamentos, desenquadrando a criança com o meio que a envolve, criando infelicidade e mau estar na criança.
Tratamento: O principal tratamento é aceitar essas crianças como diferentes, com características comportamentais próprias - mas crianças. Compreendendo a diferença e interagindo com as crianças respeitando as suas diferenças, estamos a criar crianças felizes. Não é isso que queremos? Crianças felizes?
Só nos fatores biológicos deverá ser admissível o uso de psicofármacos, pois nos casos de perturbações Ambientais e Emocionais, os psicofármacos apenas atuam nos sintomas, afetando a capacidade da criança de viver uma infância com energia e a vitalidade normal necessárias à correta aprendizagem.
Texto de:
Pedro Brás
Psicoterapeuta HBM